Os políticos têm por costume responsabilizar os jornalistas sempre que alguma coisa corre mal ou em se apressarem a elogiá-los quando escreveram ou disseram aquilo com que concordam.
Partamos do princípio de que ninguém compra um jornal enganado nem se está frente a um televisor quando não se gosta do programa.
Ora, assim sendo, eu como profissional da Comunicação Social não tenho de escrever aquilo que este ou aquele político considera correcto.
Escrevo ou comento de acordo com a minha consciência, tal como o político dedica profissionalmente a sua vida ao partido que a sua ideologia determina.
Responsabilizar os jornalistas para que esclareçam as massas quando eles próprios largam as atoardas e depois não aparecem a explicar pormenores, é que não vale.
Existe uma promiscuidade e uma fronteira perigosa entre política e jornalismo porque, por vezes, a política disfarça-se de jornalismo.
Muitos jornalistas passam a fronteira que devem ter em relação à classe política.
Como alguém disse um dia, "o jornalismo não é uma profissão isenta de defeitos e, muitas vezes, o seu principal defeito á a falta de isenção".
Os políticos têm uma opinião redutora da classe jornalística: "bom jornalista é o que fala bem de mim e mau o que fala bem do meu adversário" e a notícia é a forma mais mediática de fazer política.
Tirando o jornalismo regional, que por falta de meios económicos é um jornalismo pontual e fechado, com um espírito crítico destinado apenas à região e aos seus caciques, o chamado jornalismo nacional é um jornalismo de causas, manipulador de opiniões e controlador de massas.
Tem-se assistido ao emergir de uma nova classe política no seio dos jornalistas, através de uma subjectividade orientada dos media portugueses, que culmina num permanente e irresolúvel conflito de interesses, uma vez que se verifica a troca do papel de observador distante pelo de actor político. Os editoriais são prova disso e não raro vemos alguns jornalistas com pretensões de serem Dalai Lamas da política.
O verdadeiro jornalista não deverá ser insensível às suas convicções, não deverá ser isento, independente ou amorfo.
Ser jornalista é participar civicamente e ter em conta a inteligência do leitor.
Boa
Afixado por: alt.joaq em outubro 1, 2006 08:41 PMNão existem jornalistas apartidários nem isentos. Por muito que se esforcem essa é uma condição natural do ser humano.
Depois! Depois existem outros meandros relativos à honestidade e profissionalismo de cada um.
São inúmeros os exemplos de deturpação de notícias, por omissão de factos, ou por repetição exaustiva de outros!
E se formos para o capítulo do jornalismo desportivo...enfim é e bradar aos céus!
Mas claro, existem honrosas excepções!
Poderá haver jornalistas apartidários e também isentos. Acredito que haja.
Mas não se exige que sejam apartidários. Ninguém me obriga, como jornalista a não ter partido. Aliás, qualquer jornalista tem o direito de votar e aí já não está a ser apartidário.
Há jornalistas que deturpam notícias, assim como há pedreiros que constroem paredes tortas e médicos que fazem operações receitam o medicamento certo.
E já que se fala em desporto, também há dirigentes que não dirigem bem os seus clubes assim como há empresários que não estão à altura das empresas que chefiam.
Disse
Boa Tarde:
Sou uma estudante de jornalismo e encontro-me neste momento a fazer a minha monografia de fim de curso, cujo tema vai ser o jornalismo de causas-analise. Neste âmbito gostaria muito de enriquecer o meu trabalho com o contributo do seu testemunho,para isso abaixo indico algumas questões que gostaria que me respondesse.
Há ou não há jornalismo de causas?
Como definiria jornalismo de causas.
A defesa de uma causa não vai contra os valores éticos e deontólogicos do jornalismo?
Porque é que o ambiente entre outras causas se tornaram assuntos rotina e com valor notícia...?
se às vezes tiver algum contacto ou indicação bibliográfica que me pudesse ajudar neste tarefa...agradeço
Agradeço desde já a sua disponibilidade
aguardarei uma resposta
Sandra Fernandes
Na minha opinião o político e pseudo poeta Manuel Alegre deveria tomar "qualquer coisa" e assim reflectir sobre a vida,evitaria vir a Vila Verde de Ficalho matar os pobres passarinhos só por estarem a voar...
Afixado por: J.C. em fevereiro 7, 2009 01:01 PM
O DINHEIRO FALA FORTE NA VIDA DE 99% DAS PESSOAS. E TRATANDO-SE DE POLÍTICOS: ESTE É O ALIMENTO DA CARNE E DA ALMA DELES, INFELIZMENTE ESTES TRASTES SÃO NOSSOS REPRESENTANTES. LEMBREM-SE MISERÁVEIS: VOCÊS PODEM ALIMENTAR A CARNE E O EGOÍSMO, COM O DINHEIRO; MAIS JAMAIS COMPRARÃO A SALVAÇÃO.DEUS NÃO SE COMPRA COM DINHEIRO!E NEM SE CONQUISTA COM PODER! DO QUE ADIANTA GANHAR O MUNDO E PERDER A SALVAÇÃO!!!!
MANGAR DO POBRE É BOM! MAIS NO DIA DE JUÍZO FINAL, NÃO VAI SER NÃO.
PENSE NISSO PRESIDENTE LULA E TODOS QUE FAZEM PARTE DA POLÍTICA!!!!!!!!!!!!!